Buriti, ingá, quaresmeira, cagaita, guariroba, pequi, mama-cadela, paineira, angico, jatobá, canela de ema, ipê. Estas são apenas algumas das mais conhecidas plantas nativas do Cerrado. Mas a região é pródiga. No Cerrado, existem mais de 10 mil espécies vegetais identificadas pelos cientistas.

Cerca de 4.400 dessas espécies são endêmicas, ou seja, só existem nesta região. Muitas delas servem como base para a alimentação humana, entre elas, o pequi, o baru, a cagaita, o jatobá e tantas outras, e medicamentos, como o velame, a lobeira, a calunga, o barbatimão e uma infinidade de plantas usadas ancestralmente pelas populações do Cerrado.

O conhecimento dessas comunidades associado ao uso e à aplicação das plantas medicinais do Cerrado também se constitui em um patrimônio cultural de grande importância.

Além da utilidade, a vegetação do Cerrado também é de grande beleza. A imagem de um ipê amarelo florido no período da seca é de rara beleza. É uma explosão de cor que fascina mesmo quem já está habituado a ver essas magníficas árvores no auge da florescência no período da seca. Há outras árvores de rara beleza, como as barrigudas – que lembram os baobás da savana africana -,   as quaresmeiras e as diversas palmeiras que embelezam a região e a fazem um dos mais belos cartões postais do Brasil.

Cerrado também oferece grande variedade de cactos, bromélias e orquídeas. As palmeiras também são abundantes no bioma. Babaçu,  brejaúba, buriti, guariroba, jussara e macaúba são as conhecidas. Todas carregam nomes indígenas e têm grande valor na vida das comunidades rurais e tradicionais do Cerrado.

Saiba mais sobre a flora de interesse econômico do Cerrado e da Caatinga no site Cerratinga, lançado pelo ISPN em 2013: www.cerratinga.org.br